As
prefeituras da região irão aumentar ainda neste ano o número de vagas
em estacionamentos rotativos. Atualmente, a região possui cerca de 12,5
mil espaços destinados para o serviço. A única
cidade que não pretende ampliar a oferta de lugares é São Bernardo,
onde são oferecidas 3.216 vagas. Rio Grande da Serra não possui sistema
de Zona Azul.
Em Santo André, a Prefeitura demarcará 31,5% de vagas a mais. Com isso, a oferta
passará de 2.537 para 3.337 lugares. A partir da semana que vem, serão
oferecidos espaços de parada no Terminal Rodoviário. Entre setembro e
outubro, o sistema de estacionamento rotativo chegará aos bairros Vila
Gilda e Vila Bastos. No Centro, Vila Assunção e bairro Jardim, onde a
Zona Azul já existe, serão criadas mais vagas no mesmo período.
O secretária de Mobilidade Urbana
de São Caetano pretende, ainda em 2012, levar os rotativos aos bairros
Santa Paula e Barcelona - onde já existem vagas pagas nas ruas. A
Prefeitura não informou, no entanto, o número de lugares que serão criados.
As prefeituras de Mauá e Ribeirão Pires
planejam disponibilizar mais 100 vagas de Zona Azul. Os municípios
possuem 2.900 e 370 lugares rotativos, respectivamente. Em Diadema, o
prefeito Mário Reali (PT), afirmou na semana passada que pretendia
expandir o serviço para o bairro Serraria. A Prefeitura não informou o
número de vagas que serão criadas.
MULTAS
No primeiro semestre deste ano, as
prefeituras de São Bernardo e Santo André aplicaram 20.443 multas por
irregularidades no estacionamento rotativo. O número é 25,5% menor que o
do mesmo período do ano passado, quando foram registradas 27.466
infrações. As demais administrações municipais não informaram o total de
autuações aplicadas por falta de pagamento do sistema Zona Azul.
Comerciantes e moradores dividem opiniões
A criação de vagas de
estacionamento rotativo divide a opinião de moradores e comerciantes dos
bairros que passarão a contar com o serviço. Na Vila Gilda, em Santo
André, a ideia agrada os proprietários de lojas. "O pessoal deixa o carro
na rua e fica fora o dia inteiro. Meu público não conseguia
estacionar", lamenta a comerciante Edilene Guilhen Zanetti, 44 anos. Há
um ano, ela teve de recuar a área útil da loja de roupas para oferecer
estacionamento a clientes.
"A falta de lugares enfraquece o comércio daqui", ressalta o taxista José Inácio Rotta, 68.
Já a assistente administrativa Caroline
Valente, 33, critica a iniciativa. "Isso vai aumentar o nosso gasto com
estacionamento e gerar mais transtornos." O zelador José Maia, 50,
reclama do fato de pagar para estacionar na rua sem ter a garantia de
segurança.
DIÁRIO DO GRANDE ABC
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